Brasileiros temem o fascismo: antifascistas se movimentam nas redes sociais e nas ruas
Foto: Reprodução/Twitter

Após revolta por parte dos norte-americanos à morte de George Floyd, homem negro asfixiado por policial branco na cidade de Minneapolis, Estados Unidos, no último dia 25, Donald Trump classificou os protestantes como terroristas.

Manifestantes antifascistas, também conhecidos como Antifa, estão tomando as ruas de todo o país pelo sexto dia seguido, em protesto ao assassinato e sob críticas a uma supremacia branca que existe nos Estados Unidos, segundo os grupos.

Trump afirmou, em sua conta oficial do Twitter, que vai passar a considerar esses grupos antifascistas como “organização terrorista”. A publicação teve o compartilhamento de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil.

Motivos para que o movimento ganhasse força no Brasil

A mobilização se estendeu ao Brasil e ganhou força no último domingo (1°), sobretudo nas ruas de São Paulo e redes sociais, quando brasileiros somaram à sua revolta pelo que aconteceu com George Floyd às posturas do atual governo federal do país, liderado por Jair Bolsonaro.

As torcidas dos grandes clubes da cidade de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) foram à Avenida Paulista – principal avenida da capital – manifestarem em ato pró-democracia. O protesto terminou em confusão após o grupo encontrar manifestantes pró-Bolsonaro e a polícia precisar interferir.

A forma como a polícia agiu a uma manifestante pró-governo que segurava um taco de beisebol e era ameaça no protesto, recebeu críticas nas redes sociais, por possível tratamento diferente dado pelos policiais: “Só faltou o PM fazer um cafuné na cidadã de bem que saiu para se manifestar com bandeira dos EUA na cara e um taco de beisebol”, afirmou um usuário do Twitter, questionando se o tratamento seria o mesmo se fosse com a oposição.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro estava em Brasília, acima de um cavalo, participando da manifestação com seus apoiadores, em ato considerado ‘antidemocrático’, onde manifestantes estariam compactuando com rupturas institucionais do campo da democracia.

Desde então, celebridades brasileiras, anônimos, grupos específicos – como jornalistas, torcedores de clube, entre outros – realizam publicações adeptas ao ‘Movimento Antifascistas’. A hashtag #AntiFascista, iniciada ontem, ficou até a tarde de hoje (1) entre os assuntos mais comentados do Twitter no país.

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